
O Ministro da Economia e do Mar, Eng.º António Costa e Silva, esteve presente no segundo dia da Futurália, a maior feira de Educação e Empregabilidade do país.
Na programação do dia sobre “Qualificações, trajetória e novos desafios profissionais” dirigiu-se especialmente aos jovens e deixou um recado sobre a preocupação ambiental urgente que todos temos que ter em relação ao futuro, estando o respeito pela natureza no centro do seu discurso.
“Nós cometemos um erro crucial e esse erro foi o divórcio da natureza. Hoje, mais do que nunca, importa olhar para a natureza, pois é ela quem opera com a energia livre do sol. Ela interage geoquimicamente com todo o sistema terrestre e é ela quem é capaz de produzir ecossistemas eficientes e regenerativos. A questão do regenerativo é decisiva para construirmos um caminho diferente para o futuro. Mas quais são as preocupações quando olhamos para a educação e para as qualificações?”, atirou.
António Costa e Silva, num discurso humanizado, com a provável intenção de chegar aos mais novos que são os adultos do amanhã, sublinhou: “Temos que voltar a ler os clássicos, como “A Montanha Mágica” de Thomas Mann, As “Ilusões Perdidas de Balzac”, ou a obra de Shakespeare, todos os clássicos que marcaram profundamente a história da nossa civilização e onde estão expressas as lições fundamentais para lidarmos com os problemas fundamentais do nosso tempo.
O que é que se passa?
Temos a poluição do ruído e ele domina quase tudo, toda a história e toda a vida da nossa civilização – o ruído está coligado com um elemento que é destrutivo dos sistemas educativos: a pressa!”, frisou o Ministro da Economia e do Mar.
“A pressa, a resposta imediata, a urgência, as tecnologias da instantaneidade deste mundo esquizofrênico em que há uma pressão contínua para respondermos na hora a tudo e a mais alguma coisa muitas vezes sem pensar”, opinou.
“Portanto, hoje a Educação tem que estabelecer os espaços de silêncio, lutar contra a poluição do ruído para sermos capazes de ler, investigar, pensar nos termos próprios. Isso é absolutamente fulcral para as novas gerações.
As estatísticas estão aí – mais de 90% dos jovens não consegue, hoje, ler sem ter um ruído de fundo, sem estar a ouvir uma música ou estar a ser poluído pelo sistemático ruído que invade as nossas sociedades.
Reverter e requalificar a Educação significa também dar toda a atenção a estas questões.
Para mim a Educação sempre foi ensinar a pensar e, sobretudo, pensar fora da caixa. como é lema da Futurália, um muito importante.
Temos que deixar de pensar agarrados ao corrimão das ideias vigentes e feitas e se o fizermos não vamos fazer um caminho diferente nem sustentável para o futuro”, rematou.
GCI | Março 2023
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